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Faleceu Nelson Mandela
Blazz

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#1
05-12-2013, 21:12
Jornal de Notícias Escreveu:[Imagem: jn_logo.png]


[SIZE=6][B]Morreu a Esperança Negra da África do Sul

[/b][/size]

(Em atualização) Nelson Mandela, ex-presidente da República da África do Sul e Prémio Nobel da Paz, faleceu esta quinta-feira.

Depois de ter estado quase três décadas na prisão, Nelson Mandela - ou Madiba, o nome tribal pelo qual era conhecido no seu país - tinha já 71 anos, quando foi libertado.

Era então o preso político mais famoso do Mundo e tornava-se, conforme então se disse, a Grande Esperança Negra da África do Sul. Todavia, apesar de ter um nome conhecido mundialmente, só um reduzido número de pessoas - companheiros de prisão, a segunda mulher (Winnie) e um punhado de amigos leais - sabia muito mais do que isso.

Aliás, ao conceder a liberdade a Mandela, o último presidente branco da África do Sul, Frederik W. de Klerk - que contribuiu para o derrube do regime de "apartheid" (política feroz de segregação racial do país) - limitou-se a dizer com algum embaraço: "É um homem de idade, um homem digno e um homem cativante".

Narrando e comentando esse momento histórico, a revista norte-americana "Newsweek" recordava então que, ao lado do presidente sul-africano, estava o líder negro, com o cabelo grisalho e o rosto profundamente sulcado pelas rugas. Depois de ouvir as palavras do presidente, Mandela esboçou um sorriso como se dissesse a F. W. de Klerk: "Vamos agora ver quem manda".

Mandela sabia que a sua luta não tinha terminado. As leis do "apartheid" continuavam a sonegar aos negros o direito ao voto, ao acesso à qualidade da educação, à habitação, ao trabalho, às praias, aos parques, aos hotéis, aos restaurantes e aos locais públicos, que os brancos reservavam zelosamente - e frequentemente de forma brutal - apenas para eles próprios.

O país, destroçado também pelos confrontos entre negros de dois partidos políticos, estava à beira do caos. Mandela, apesar de desconfiar que esse conflito era estimulado por F. W. de Klerk e pelo regime de minoria branca, também estava ciente de que era seu dever conseguir, simultaneamente, convencer os seus sequazes de que não tinha renunciado aos ideais políticos, e provar aos puros e duros do regime, sobretudo os militares, que não corriam perigo de represálias.

Em 1985, quando o antigo presidente sul-africano Pieter W. Botha se propusera negociar com ele a liberdade condicional, Nelson Mandela rejeitou a oferta com a célebre mensagem ao seu povo: "Não posso vender o meu direito de nascimento. Só homens livres podem negociar (...)".

Cinco anos depois, ao lado de F. W. de Klerk, ele era um homem livre, pronto a negociar. E, em 1993, partilhava já com o presidente sul-africano o Prémio Nobel da Paz, pelos esforços desenvolvidos no sentido de se pôr termo ao regime de segregação racial, e por se terem estabelecido as bases de uma nova África do Sul democrática.

Depois, em 10 de Maio do ano seguinte, Nelson Mandela tornou-se ele próprio presidente da África do Sul, naquelas que foram as primeira eleições multirraciais do país. Terminado o mandato presidencial, em 1999, Mandela decidiu abraçar várias causa sociais e de defesa de direitos humanos.

Cinco anos mais tarde, ao completar 85 anos, o homem que foi cognominado a Esperança Negra da África do Sul anunciou formalmente que se retiraria da vida pública - na verdade, continuou sempre presente -, e o seu estatuto de ex-prisioneiro político, o prestígio da sua vida cívica exemplar e a enorme dimensão da sua luta épica pela defesa dos direitos humanos mantiveram-no em guarda como uma das consciências morais do Mundo.

Enorme respeito. Que descanse em paz.
[Imagem: 5hxGO39.png]

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Miki Feher

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#2
05-12-2013, 21:12
RIP Sad Enorme Prayer
[Imagem: sign-2.png]
SPORT LISBOA E BENFICA

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Dani

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#3
05-12-2013, 21:12
Madiba. Sad
"Azul, branca, indomável, imortal, como não pôr no Porto uma esperança se "daqui houve nome Portugal"?"

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redbull

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#4
05-12-2013, 22:12
Enorme senhor, descansa em paz!
"O melhor ainda esta para vir..."

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Sobrado

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#5
05-12-2013, 23:12
RIP. =(
[Imagem: OynHPes.png]
When the snows fall and the white winds blow, the lone wolf dies but the pack survives.

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Dani

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#6
05-12-2013, 23:12
[Imagem: 1426640_657594507597156_1217421703_n.png]
"Azul, branca, indomável, imortal, como não pôr no Porto uma esperança se "daqui houve nome Portugal"?"

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stb1120

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#7
05-12-2013, 23:12
Omfg isso é daquelas cenas que um gajo ve no failbook e pensa que é fake, que gaja tão burra..Facepalm

Anyway, que descanse em paz este grande senhor. Prayer
[Imagem: cTE9YwL.png]

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Sobrado

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#8
05-12-2013, 23:12
Isso é mesmo verdade? :lool:
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When the snows fall and the white winds blow, the lone wolf dies but the pack survives.

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MiguelTrigueiros

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#9
06-12-2013, 00:12
Enfim, palavras para quê? Facepalm

Grande homem, uma grande perda para o mundo. Que descanse em paz e que continue a inspirar muita gente.

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Dani

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#10
06-12-2013, 03:12
[noticia=correiomanha]
(00h41) Pelé diz que Madiba foi das pessoas mais influentes na sua vida

O antigo futebolista brasileiro Pelé afirmou que Nelson Mandela foi uma das pessoas mais influentes na sua vida, referindo que é preciso "continuar o seu legado".

"Estou muito triste. Nelson Mandela foi uma das pessoas mais influentes na minha vida. Ele foi meu herói, amigo, e também um companheiro para mim na nossa luta pelo povo e pela paz mundial", afirmou Pelé, na rede social twitter.

O antigo futebolista defendeu que todos devem continuar com o legado de Nelson Mandela "com propósito e paixão".

Steven Pienaar, futebolista internacional sul-africano que alinha nos ingleses do Everton, também lamentou a morte de Madiba.

"Ainda não consigo acreditar que Madiba morreu. Deus abençoe a sua família", escreveu o futebolista.

(00h39) Merkel recorda líder sul-africano como "exemplo para o mundo inteiro"

A chanceler alemã, Angela Merkel, recordou Nelson Mandela como um "exemplo para o mundo inteiro" e recordou que os anos que passou na prisão não o fizeram desviar-se da mensagem pela reconciliação.

"Os muitos anos que passou na prisão não dobraram Nelson Mandela. Da sua mensagem pela reconciliação surgiu uma África do Sul nova e melhor", afirmou Merkel, num comunicado difundido pelo seu gabinete.

"O exemplo de Nelson Mandela e o seu legado político a favor da liberdade e da não-violência, assim como o seu repúdio por qualquer tipo de racismo ficarão como uma inspiração para o mundo inteiro e por muito tempo", acrescenta a chanceler alemã no comunicado.

(00h37) Óscar Arias destacou apego à paz de Mandela

O ex-presidente da Costa Rica e Prémio Nobel da Paz em 1987, recordou, quinta-feira, que a vida de Nelson Mandela foi um "milagre devido ao seu apego à paz e à sua luta contra a discriminação".

"Morreu Madiba. Tive a honra de conhece-lo, mas talvez tenha sido uma honra maior admirá-lo", disse Óscar Arias, num comentário colocado no seu perfil do Facebook.

Arias elogiou "a luta contra o apartheid", realizada por Mandela na África do Sul, e disse que "a luta contra o "apartheid" era uma causa para a qual ele estava preparado para morrer, mas ao invés disso ele viveu por ela".

(00h34) António José Seguro lamenta morte de "um homem raro"

O secretário-geral do Partido Socialista português, António José Seguro, expressou o seu "profundo pesar" pela morte de Nelson Mandela, que recorda como "um homem raro".

"É com profundo pesar e com muita tristeza que recebo a notícia do falecimento de Nelson Mandela. Um exemplo para todos nós, um homem que demonstrou que tudo é impossível até que seja feito", referiu António José Seguro à saída de uma reunião com empresários, em Leiria.

O secretário-geral do Partido Socialista português sublinhou que "os que choram Nelson Mandela não são apenas os sul-africanos que ele uniu, que pacificou".

"Somos todos, um povo inteiro, que acredita nos ideais da Justiça, da paz e da dignidade humana, que choram um homem que lutou uma vida inteira", acrescentou o socialista.

António José Seguro lembrou ainda os anos que Nelson Mandela esteve preso e que "lutou pacificamente por um ideal, que no fundo é o essencial da vida humana". Ou seja, "a dignidade de cada mulher e homem, independentemente da sua cor, das suas opções ou das suas origens".

O secretário-geral do PS revelou que já enviou as condolências para a embaixada da África do Sul. "Quero fazê-lo a todo o povo, à sua mulher, Graça Machel, e ao presidente, Jacob Zuma", referiu.

Para António José Seguro, o Homem Nelson Mandela "vai perdurar", porque "o seu exemplo de vida, de luta pacífica pelos seus valores, estão na nossa memória e continuarão".

Fonte do PS disse à Lusa que a bandeira do partido já está a meia haste na sede nacional dos socialistas, no Largo do Rato, em Lisboa.

(00h12) Keitumetse Matthews: Legado do líder sul-africano é ter "vivido pelo exemplo"

A embaixadora da África do Sul em Lisboa, Keitumetse Matthews, recordou hoje à agência Lusa "a completa compaixão" de Nelson Mandela, considerando que o legado do líder sul-africano é o facto de ter "vivido pelo exemplo".

Afirmando que há muitas memórias de Nelson Mandela e que "é difícil escolher só uma", Keitumetse Matthews, que está em Lisboa desde 2011, evocou "a sua completa compaixão, os seus sentimentos pelo outro, o seu espírito de reconciliação".

"Foi uma pessoa que viveu pelo exemplo, ele percebeu que podemos fazer erros, mas que crescemos e que, se queremos mudar o mundo, temos primeiro de nos mudarmos a nós próprios. É uma lição muito importante para passarmos aos nossos filhos", disse a diplomata.

Keitumetse Matthews, filha do antigo vice-ministro da Segurança Joe Matthews, que serviu no Governo de Nelson Mandela e histórico do Congresso Nacional Africano (ANC), disse ainda que a morte de Mandela é "uma tristeza horrível" para a sua família, uma vez que muitos familiares seus "foram parte da vida" do antigo Presidente sul-africano que hoje morreu.

A embaixadora agradeceu o facto de todo o mundo sentir a perda do líder sul-africano, que era "um pai" para toda a humanidade.

"Ele era um pai para todos nós, para o mundo inteiro. Agradecemos a forma como toda a gente se sente em relação ao nosso líder. Sentimo-nos privilegiados por recebermos esse amor e agradecemos muito", disse ainda a diplomata.

(00h06) PSD: "Morreu um homem bom, que acreditava na liberdade"

O PSD lamentou a morte do antigo presidente sul-africano Nelson Mandela considerando que "morreu um homem bom, que acreditava na liberdade" e que "deixa ao mundo um legado de paz e crença na humanidade".

"O PSD - Partido Social Democrata expressa o seu enorme pesar pelo desaparecimento, aos 95 anos de idade, de Nelson Mandela, um dos grandes líderes da nossa era", lê-se num comunicado do secretário-geral deste partido, José Matos Rosa.

O PSD descreve Nelson Mandela como um "incansável lutador pela liberdade e direitos do homem" e "um homem de uma enorme bondade, reconhecido com o Nobel da Paz em 1993, pela sua capacidade conciliadora e compaixão", que "deixa ao mundo um legado de paz e crença na humanidade".

"Neste momento de enorme perda para a humanidade, recordemos as palavras de Nelson Mandela, às quais nenhum democrata poderá alguma vez ficar indiferente: 'A nossa luta pela liberdade foi um esforço coletivo. Está nas nossas mãos criar um mundo melhor para todos o que nele habitam'", refere o comunicado divulgado pelo PSD.

(00h03) Chefe da diplomacia europeia expressou a sua admiração

A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, expressou a sua admiração pelo antigo presidente da África do Sul, Nelson Mandela, hoje falecido, e assegurou que todos os democratas estão em divida para com ele.

"Nelson Mandela, mais do que ninguém, inspirou a minha geração e o nosso mundo. Hoje choramos a sua morte, mas também celebramos a sua vida", afirmou Ashton.

A alta representante da União Europeia recordou que Mandela "não só derrotou o 'apartheid'" como "mostrou às pessoas de todos os continente que a força moral da democracia podia vencer o poder estéril da tirania".

"Cada vez que me encontrei com ele, a sua força amável e a sua paixão confirmaram a minha convicção de que os democratas de todo o mundo têm para com ele uma grande e duradoura dívida", disse

(00h00) Machete: Desaparece exemplo que deve permanecer na memória

Com a morte de Nelson Mandela desaparece "uma grande figura" que deu um exemplo que deve permanecer na memória das pessoas, considerou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, esta quinta-feira.

Embora esperada, a morte de Nelson Mandela "causou uma grande emoção porque desaparece uma grande figura do nosso tempo, um homem que lutou pelo seu ideal ao longo de toda a sua vida, foi fiel aquilo que pensava, sacrificou-se por isso", disse Rui Machete numa declaração à Agência Lusa.

O antigo Presidente sul-africano, sacrificando a sua liberdade, foi capaz de manter um espírito aberto e de proteger a liberdade dos outros e ser tolerante, disse o ministro.

"Conseguiu fazer uma coisa que as pessoas não imaginavam que fosse possível: sem violência, sem luta nas ruas, alterar radicalmente a situação na África do Sul, eliminando o 'apartheid', restituindo às pessoas a sua liberdade, com tolerância, permitindo que a democracia funcionasse, que era uma coisa que se achava impensável", afirmou Rui Machete.

O ministro lembrou ainda a grande comunidade portuguesa que vive na África do Sul para dizer que também essa comunidade sente neste momento a perda "de um grande líder", que também a eles lhes proporcionou condições de vida muito mais seguras. Esses portugueses, acrescentou Rui Machete, devem de estar desolados mas gratos e esperando que o exemplo de Nelson Mandela "frutifique e continue a inspirar a vida pública na África do Sul".

É que, disse ainda Rui Machete, Nelson Mandela é um exemplo para a África do Sul mas também para toda a África e para o mundo.

(23h46) Bill Clinton lamenta morte de "campeão pela dignidade humana e pela liberdade"

O ex-Presidente norte-americano Bill Clinton, que estava no poder quando Nelson Mandela assumiu a presidência, lamentou a morte de um "campeão pela dignidade humana e pela liberdade".

"Hoje o mundo perdeu um dos seus mais importantes líderes e um dos seus melhores seres humanos", referiu Clinton, em comunicado.

O ex-Presidente dos EUA acrescentou que "a História vai recordar Nelson Mandela como um campeão pela dignidade humana e pela liberdade, pela paz e pela reconciliação".

"Vivemos num mundo melhor graças à vida que Madiba viveu", vincou, acrescentando: "Hillary, Chelsea e eu perdemos um verdadeiro amigo".

(23h45) Cristiano Ronaldo recorda o exemplo de "Madiba"

O futebolista internacional português Cristiano Ronaldo recordou o legado e "exemplo" de Nelson Mandela, antigo presidente da África do Sul que morreu esta quinta-feira, aos 95 anos.

"Obrigado 'Madiba' pelo teu legado e pelo teu exemplo. Vais estar sempre connosco", pode ler-se na mensagem divulgada na página oficial do "capitão" da seleção portuguesa de futebol no Facebook, que está acompanhada de uma visita de Cristiano Ronaldo a Mandela, por ocasião do Mundial2010, disputado na África do Sul.

Em 09 de junho de 2010, o líder histórico sul-africano recebeu, na sua residência em Joanesburgo, Cristiano Ronaldo, o então selecionador português de futebol, Carlos Queiroz, e o diretor desportivo da Federação Portuguesa de Futebol, Carlos Godinho, que ofereceram a Mandela uma camisola estampada com o número '91', a sua idade na altura.

Na rede social Twitter, a ex-basquetebolista portuguesa Ticha Penicheiro também lamentou a morte de Mandela.

"Apenas há alguns meses atrás eu fui testemunha, em primeira mão, de do extraordinário trabalho que fez, quando visitei a sua fundação na África do Sul", escreveu Ticha Penicheiro.

(23h42) Blatter relembra "um dos maiores humanistas do seu tempo"

O presidente da FIFA, Joseph Blatter, manifestou esta quinta-feira, no Brasil, a sua "profunda tristeza" com a morte do antigo Presidente sul-africano Nelson Mandela, que classificou como "um dos maiores humanistas do seu tempo".

"É com uma profunda tristeza que digo adeus a uma personalidade extraordinária, provavelmente um dos maiores humanistas do seu tempo, e um amigo sincero", disse Blatter na Costa do Sauipe, onde sexta-feira terá lugar o sorteio do Mundial de futebol de 2014.

(23h40) Lech Walesa recorda "grande símbolo da luta contra o apartheid"

O prémio Nobel da Paz Lech Walesa, chefe histórico do sindicato polaco Solidariedade, homenageou Nelson Mandela, que considerou "um grande símbolo da luta contra o apartheid e o racismo".

"Um grande homem morreu. Com o pastor Martin Luther King e o arcebispo Desmond Tutu, ele era um grande símbolo da luta contra o apartheid e o racismo, pela igualdade. Assim ficará na memória do mundo e na minha", disse Lech Walesa à agência AFP.

Nobel da Paz em 1983, Walesa recordou que graças a Mandela e ao ex-presidente Frederik Willem de Klerk, a África do Sul teve mudanças relativamente pacíficas e pôs fim às divisões entre as pessoas privilegiadas e as outras", sublinhou o antigo presidente polaco.

"Margaret Thatcher acaba de partir. Antes dela foi o papa João Paulo II e hoje Nelson Mandela. Cada um deles trabalhou para quebrar as divisões na Europa ou nas vidas dos povos. Mais um grande opositor das divisões do século XX morreu", lamentou Lech Walesa.

(23h40) BE lembra "exemplo de combate" de quem fez escolhas que "mudaram o mundo"

O Bloco de Esquerda recordou Nelson Mandela como um "grande exemplo de combate convicto pela dignidade de todas as pessoas", sublinhando que o antigo Presidente sul-africano foi alguém que "fez escolhas" que "mudaram o mundo".

"Vale a pena sublinhar o grande exemplo de combate convicto pela dignidade de todas as pessoas. Mandela nunca se absteve diante de uma história que o condenava a ficar esmagado, nunca foi neutro, implicou-se, tomou partido", afirmou à Lusa o dirigente bloquista José Manuel Pureza.

O antigo Presidente da África do Sul e líder histórico do ANC "sabia que ia pagar um preço altíssimo" por essas escolhas, apontou Pureza, "e deu a vida por essas convicções, esses valores, essa política".

"Fez escolhas e essas escolhas mudaram o mundo. Mudaram o mundo de racismo de 'apartheid', de respeito pelos direitos fundamentais de todas as pessoas. Ajudou a erguer a bandeira dos direitos humanos", afirmou.

"Queremos lembrar nesta altura que isso lhe valeu a condenação à prisão perpétua e ser considerado como perigoso terrorista internacional, se calhar, por muitos que hoje lhe tecem hinos e louvores", declarou.

Para o Bloco de Esquerda, "essa luta contra todas as barreiras e estigmas é um exemplo que deve valer para todos os homens e todas as mulheres".

(23h35) PCP realça desaparecimento de "elevado exemplo de coragem e dignidade"

O PCP expressou o seu profundo pesar pela morte de Nelson Mandela e sublinhou que o seu desaparecimento é "uma enorme tristeza" para todos aqueles que consideravam a sua vida um "elevado exemplo de coragem e dignidade".

"Numa primeira reação, expressar o profundo pesar do PCP pelo falecimento de Nelson Mandela e manifestar solidariedade para com o povo sul-africano e com as forças progressistas pela perda do dirigente histórico da luta contra o 'apartheid' e pela democracia e progresso social", disse à agência Lusa Pedro Guerreiro, membro do secretariado do Comité Central do PCP e responsável pela secção internacional.

"O falecimento de Nelson Mandela é uma enorme tristeza para todos aqueles que no mundo consideram a sua vida um elevado exemplo de coragem e dignidade e de total entrega à causa da liberdade, justiça e progresso social", acrescentou.

O PCP já informou que o secretário-geral do partido, Jerónimo de Sousa, fará uma declaração sobre a morte do Prémio Nobel da Paz, às 11:00, na Assembleia da República.

(23h31) Desmond Tutu: Madiba ensinou uma nação dividida a unir-se

O arcebispo emérito da África do Sul, Desmond Tutu, classificou o seu compatriota e Prémio Nobel da Paz, Nelson Mandela, que faleceu esta quinta-feira, como um homem que ensinou uma Nação dividida a unir-se.

"Ao longo dos últimos 24 anos [depois da sua libertação], Madiba ensinou-nos a sermos unidos e a acreditar em nós mesmos e nos outros. Ele foi um unificador a partir do momento saiu da prisão", escreveu Tutu, também vencedor de um Prémio Nobel da Paz e outro herói da luta anti-apartheid, numa mensagem enviada aos órgãos de comunicação social.

(23h28) Dilma Rousseff : Exemplo vai "guiar os que lutam pela justiça e pela paz"

A Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, afirmou hoje que o exemplo de Nelson Mandela "vai guiar os que lutam pela justiça e pela paz", considerando que os brasileiros receberam "consternados" a notícia da morte do ex-presidente da África do Sul.

"Personalidade maior do século XX, Mandela conduziu com paixão e inteligência um dos mais importantes processos de emancipação do ser humano da história contemporânea -- o fim do "apartheid" na África do Sul", lê-se numa nota de pesar assinada pela Presidente brasileira, Dilma Rousseff, publicada no portal do Governo do Brasil.

A governante brasileira destacou ainda "o combate" de Mandela que se "transformou em paradigma, não só para o continente africano, como para todos aqueles que lutam pela justiça, pela liberdade e pela igualdade" e que "o exemplo deste grande líder guiará todos aqueles que lutam pela justiça social e pela paz no mundo".

(23h26) Van Rompuy: "Honremos a sua memória com o compromisso coletivo com a democracia"

O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, disse que se deve honrar a memória do antigo Presidente sul-africano e Prémio Nobel da Paz Nelson Mandela, que faleceu esta quinta-feira, com um compromisso coletivo com a democracia.

Van Rompuy, numa mensagem deixada na rede social Twitter, definiu Mandela como "uma das maiores figuras políticas do nosso tempo".

"Honremos a sua memória com o compromisso coletivo com a democracia", referiu o político.

(23h24) François Hollande homenageia resistente orgulho de toda a África

O Presidente francês, François Hollande, homenageou esta noite Nelson Mandela, em quem via "um resistente excecional" e "um combatente magnífico", como afirmou em comunicado.

Nelson Mandela foi "a incarnação da nação sul-africana, o cimento da sua unidade e o orgulho de toda a África", declarou Hollande.

A morte de Nelson Mandela, aos 95 anos, em Joanesburgo, foi anunciada pelo Presidente da República da África do Sul, Jacob Zuma, numa comunicação televisiva.

Líder da luta contra o "apartheid", Nelson Mandela foi o primeiro Presidente negro da África do Sul, entre 1994 e 1999.

(23h21) Sporting apresenta condolências à família e ao povo do sócio de mérito

O Sporting apresentou hoje as suas condolências à família de Nelson Mandela e ao povo da África do Sul, pela morte do antigo presidente sul-africano, sócio de mérito do clube lisboeta.

"O Sporting Clube de Portugal apresenta à família de Nelson Mandela e a todo o povo sul-africano as suas condolências e manifesta o seu profundo pesar. Nelson Mandela é uma das figuras da humanidade que permanecerá entre nós para todo o sempre", pode ler-se na mensagem divulgada no sítio oficial do clube na Internet.

O clube anuncia ainda que vai colocar a bandeira a meia haste em memória de Nelson Mandela, sócio de mérito número 31.118, cuja morte, aos 95 anos, foi hoje anunciada pelo Presidente da República da África do Sul, Jacob Zuma, numa comunicação televisiva.

O Sporting recorda que o antigo líder histórico sul-africano era sócio de mérito do clube desde 28 de julho de 1997, quando recebeu, em Pretória, uma delegação liderada pelo então presidente leonino José Roquette, na "primeira vez que Mandela recebeu dirigentes desportivos".

"Nelson Mandela foi um eterno exemplo de Esforço, Dedicação, Devoção e Glória", sublinha o Sporting.

(23h20) Presidente do Banco Mundial recorda "compromisso para paz e reconciliação"

O presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, recordou o "compromisso para a paz e para a reconciliação" do ex-Presidente da África do Sul Nelson Mandela, que morreu hoje em Joanesburgo, aos 95 anos.

"O mundo perdeu um homem que ofereceu um arco-íris de possibilidades a um país segregado entre negros e brancos. Mas os seus presentes para a humanidade continuam connosco", disse Kim, num comunicado do Banco Mundial emitido pouco depois da morte de Mandela.

Kim mostrou-se "inspirado pelo seu compromisso com a reconciliação" e pela capacidade para mostrar que "a mudança fundamental é possível e deve ser perseguida quando está em jogo a liberdade e o bem-estar das pessoas".

(23h15) Cavaco Silva recorda "figura maior da África do Sul e da História mundial"

O Presidente da República português, Cavaco Silva, enviou hoje uma mensagem de condolências ao seu homólogo sul-africano, Jacob Zuma, pela morte de Nelson Mandela, que recorda como figura maior da África do Sul e da História mundial.

"Foi com profunda consternação que tomei conhecimento da notícia do falecimento de Nelson Mandela, figura maior da África do Sul e da História mundial. Quero, em meu nome pessoal e em nome do Povo Português, apresentar a Vossa Excelência, ao Povo sul-africano e à Família enlutada, os sentimentos do nosso mais profundo pesar", refere Cavaco Silva, na mensagem divulgada no site da presidência da Repúplica.

O chefe de Estado português destaca "o extraordinário legado de universalidade que perdurará por gerações" deixado pelo Prémio Nobel da Paz Nelson Mandela, bem como "o seu exemplo de coragem política, a sua estatura moral e a confiança que depositava na capacidade de reconciliação constituem verdadeiras lições de humanidade".

"A dedicação de Nelson Mandela aos valores da democracia, da liberdade e da igualdade -- nas suas palavras, 'um ideal por que espero viver e que espero alcançar, mas, se necessário, é um ideal pelo qual estou preparado para morrer' -- invadiu os corações de todos quantos o admiram, na África do Sul ou em outro lugar, incutindo esperança, mesmo diante dos desafios mais difíceis", recorda o Presidente da República.

Cavaco Silva salienta, na mensagem enviada a Jacob Zuma, que "a atribuição do Prémio Nobel da Paz a Nelson Mandela e a sua eleição massiva para a mais elevada Magistratura da África do Sul simbolizaram o merecido reconhecimento de um político de causas e uma vitória para os Direitos Humanos no mundo".

"Neste momento difícil, os Portugueses juntam-se a todos quantos recordam, com respeito e admiração, a figura de Nelson Mandela", refere o chefe de Estado português.

(23h12) Diretora do FMI, Christine Lagarde, "profundamente entristecida"

A diretora do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, declarou-se "profundamente entristecida" pelo falecimento de Nelson Mandela, em comunicado divulgado pela instituição.

Lagarde expressou as suas condolências à família e ao povo da África do Sul, "cujas vidas e destino ele transformou através do seu serviço ao seu país".

No texto, Lagarde afirmou que "Mandela foi um líder corajoso e visionário que habilitou o seu país a confrontar o seu passado e inspirou o seu povo a resolver um extraordinário conjunto de desafios".

Termina com a consideração de que "o alcance [a dispersão] extraordinário [a] dos seus admiradores testemunha a sua profunda contribuição para tornar a África do Sul e o mundo um lugar melhor".

(22h53) Ban Ki-moon elogia "um gigante pela justiça"

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, elogiou hoje Nelson Mandela como "um gigante pela justiça" que inspirou movimentos de libertação no mundo inteiro.

"Muito no mundo inteiro foram influenciados pela sua luta altruísta pela dignidade, igualdade e liberdade humana. Ele tocou as nossas vidas de uma forma muito pessoal", disse Ban Ki-moon aos jornalistas, em tributo a Mandela, que faleceu hoje.

(22h45) Barack Obama: "Não poderia imaginar a minha vida sem o exemplo de Mandela"

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu hoje "fazer tudo para seguir o exemplo" do ex-líder da África do Sul Nelson Mandela, classificando-o como "um homem corajoso e profundamente bom".

Numa declaração na Casa Branca, a propósito da morte de Nelson Mandela, anunciada na noite de quinta-feira, o primeiro Presidente negro dos Estados Unidos agradeceu ainda à família do primeiro chefe de Estado negro da África do Sul por o ter partilhado com o resto do mundo.

Mandela "sacrificou a sua liberdade em prol da liberdade dos outros", transformando a África do Sul e o mundo inteiro, declarou Obama.

"Perdemos um ser humano influente, corajoso e profundamente bom", disse o presidente dos EUA.

(22h44) Passos Coelho lamenta morte de antigo chefe de Estado sul-africano

O primeiro-ministro lamentou hoje a morte do antigo chefe de Estado da África do Sul Nelson Mandela, considerando que "será uma referência inspiradora para as gerações futuras", numa mensagem enviada ao atual presidente sul-africano, Jacob Zuma.

Numa mensagem enviada a Jacob Zuma, o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, declara ter recebido a notícia da morte de Nelson Mandela "com profundo pesar".

"Nesta hora de recolhimento, permita-me que evoque o impressionante legado que Nelson Mandela deixou como homem e como estadista, marcando indelevelmente o nosso tempo e que será uma referência inspiradora para as gerações futuras", escreve o chefe do executivo PSD/CDS-PP.

"Recordaremos para sempre o decisivo contributo de Nelson Mandela para o fim pacífico do 'apartheid', para uma das mais notáveis e bem-sucedidas transições políticas da história contemporânea e para o lançamento das fundações da nova, democrática e multiétnica África do Sul", acrescenta.

Em nome do Governo de Portugal, Pedro Passos Coelho apresenta as "mais sinceras condolências" a todo o povo sul-africano, à viúva de Nelson Mandela, Graça Machel, e a toda a sua família.

"Permita-me sublinhar que Portugal encontrou a cada passo em Nelson Mandela um amigo cuja perda será sentida por todos os Portugueses, estejam eles na África do Sul, no nosso País ou espalhados pelo globo", afirma.

Pedro Passos Coelho recorda Nelson Mandela como "símbolo do ativismo, do diálogo e da tolerância", alguém com "um percurso de vida extraordinário que foi o reflexo da sua própria excecionalidade".

"Com as suas reconhecidas qualidades pessoais, e guiado por sólidos princípios e valores humanos, o 'Madiba' foi líder da resistência não violenta ao regime de segregação racial, prisioneiro político, pai da moderna nação sul-africana, prémio Nobel da Paz e Presidente da República", refere.

O atual Presidente da África do Sul, Jacob Zuma, anunciou hoje a morte, aos 95 anos, do líder da luta contra o apartheid na África do Sul.

(22h39) Laurent Fabius saúda "o gigante carismático que se vai"

O chefe da diplomacia francesa, Laurent Fabius, homenageou hoje Nelson Mandela, depois de saber da sua morte, saudando "o gigante carismático que se vai" e "o pai da África do Sul".

Em comunicado, Fabius afirmou: "Com Nelson Mandela desaparece o pai da África do Sul, o pilar do combate pela liberdade reconquistada e pela reconciliação".

E termina a dizer: "Saúdo o gigante carismático que se vai".

(22h30) Durão Barroso: "Mandela mudou o curso da história"

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, destacou as mudanças promovidas por Nelson Mandela, numa primeira reação à morte do antigo presidente da África do Sul.

"Mandela mudou o curso da história para a sua população, para o seu país, para o seu continente, para o Mundo. Os meus pensamentos estão com a sua família e com a sua população da África do Sul", pode ler-se na mensagem divulgada na rede social Twitter.

(22h17) David Cameron: "Uma grande luz extinguiu-se do mundo"

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, afirmou hoje que se "extinguiu uma grande luz", referindo-se ao falecimento do antigo Presidente Nelson Mandela, e adiantou que a bandeira na sua residência oficial será colocada a meia-haste.

"Uma grande luz extinguiu-se no mundo", escreveu Cameron na sua conta oficial na rede social Twitter.

"Nelson Mandela foi um herói do nosso tempo. Ordenei que a bandeira no n.º 10 [de Downing Street] seja colocada a meia-haste", acrescentou.[/noticia]
"Azul, branca, indomável, imortal, como não pôr no Porto uma esperança se "daqui houve nome Portugal"?"

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06-12-2013, 13:12
O mundo ficou bem mais pobre, que descanse em paz.

Cavaco Silva, grande hipócrita.
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"Sou de um clube lutador, Que na luta com fervor, Nunca encontrou rival, Neste nosso Portugal."

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Dani

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06-12-2013, 14:12
http://www.esquerda.net/artigo/cavaco-ma...1987/30518
"Azul, branca, indomável, imortal, como não pôr no Porto uma esperança se "daqui houve nome Portugal"?"

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#13
08-12-2013, 18:12
Ainda me faz confusão quem confunda o Mandela com o Morgan Freeman.
RIP Madiba. Faleceu o "politico" mais consensual do Mundo.
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Dani

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O apartheid existiu?

Quando nos perguntam se vimos o homem que, no funeral de Nelson Mandela, teve o episódio esquizofrénico, a resposta certa é: qual deles?
Ricardo Araújo Pereira
10:24 Quinta, 26 de Dezembro de 2013

Quando nos perguntam se vimos o homem que, no funeral de Nelson Mandela, teve o episódio esquizofrénico, a resposta certa é: qual deles? Há o intérprete de língua gestual, claro, mas havia mais esquizofrenia nas cerimónias fúnebres. O mundo inteiro compareceu para prestar homenagem ao homem que, há pouco mais de 20 anos, estava preso. E estava preso, recorde-se, por combater um regime iníquo apoiado por várias potências estrangeiras. Os dirigentes dessas potências, passando por episódios esquizofrénicos mais intensos que o do intérprete, curvaram-se perante o cadáver do homem que ajudaram a manter preso. Membros de governos que lhe chamaram terrorista afagaram a urna. Outros dirigentes, também vítimas de ataques de esquizofrenia, elogiaram a luta não-violenta de Mandela, fingindo ignorar a sua defesa do combate armado. Racistas e colonialistas de todas as latitudes hastearam bandeiras a meia haste e publicaram mensagens de grande pesar. Utilizadores de blogues, feicebuques e tuíteres, muitos dos quais lamentam diariamente a existência de gente com tons de pele diferentes do seu, prestaram-lhe homenagem publicando fotografias, as datas de nascimento e morte, e promessas de nunca esquecerem o seu exemplo, seja ele qual for. Mandela bateu-se por um mundo mais justo, e fê-lo de tal maneira que aqueles que praticaram durante anos a injustiça desapareceram em apenas 20 anos. Toda a gente teve um encontro privado memorável com Mandela, toda a gente pressionou organismos internacionais, toda a gente o trata por Madiba. Onde estarão todos aqueles que Mandela combateu e que o mantiveram preso durante quase 30 anos? Desapareceram. Mandela fez desaparecer mais gente do que Pinochet. Que sonso.

Uma das reacções mais belas que pude escutar foi a da deputada do PSD, Teresa Leal Coelho, que, na hora da morte de Mandela, sublinhou o orgulho que sentia por o ex-Presidente da África do Sul ter casado com uma pessoa de língua oficial portuguesa. Partem os grandes homens e resta-nos a recordação das suas maiores façanhas. Mas Teresa Leal Coelho não tem razões para lamentar durante muito tempo a partida de um grande homem: todos os homens da minha família casaram com mulheres cujo idioma é o português, menos o meu primo Serafim, que casou com uma belga, e por isso não tem a mesma estatura moral que o resto dos Pereiras. Mas, a todos os outros, o matrimónio conferiu perfil de grande estadista.
"Azul, branca, indomável, imortal, como não pôr no Porto uma esperança se "daqui houve nome Portugal"?"

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