30-07-2015, 10:07
[noticia=http://www.publico.pt/mundo/noticia/destroco-encontrado-na-ilha-da-reuniao-relanca-especulacoes-sobre-mh370-1703585]Destroços encontrados na ilha da Reunião relançam especulações sobre MH370
Os investigadores envolvidos nas operações de busca têm “bastante confiança” que este fragmento corresponda a uma das asas do Boeing 777. Mas depois de dezenas de falsos alarmes, a Malaysia Airlines diz que quaisquer conclusões são "prematuras".
O ministro dos Transportes da Malásia diz ter “certeza quase absoluta” de que os destroços encontrados junto à ilha francesa da Reunião, no Índico, pertencem ao Boeing 777 da Malaysia Airlines que desapareceu a 8 de Março do ano passado com 239 pessoas a bordo. Já a transportadora descreve como “prematuras” as especulações sobre a origem do pedaço de asa, um componente conhecido como flaperon, de dois metros de comprimento, encontrado por uma equipa de limpeza de praia.
O destino do voo MH370 já se tornou num dos maiores mistérios da aviação moderna. Durante meses, dezenas de embarcações, helicópteros e meios humanos de diferentes países procuraram em vão pelos destroços do avião que desapareceu dos radares uma hora depois de descolar de Kuala Lumpur com destino a Pequim. Foram muitos os falsos alarmes e as precauções da Malaysia Airlines compreendem-se. As buscas nunca foram interrompidas.
“De momento, será prematuro para a companhia aérea especular sobre a origem do flaperon”, a parte da asa usada para gerir a descolagem e que funciona ainda como leme, diz a empresa num comunicado onde esclarece estar a trabalhar “com as autoridades competentes” para confirmar a origem dos destroços.
A Austrália, que coordena desde o início as buscas no oceano Índico, enviou peritos para Reunião, onde investigadores franceses especialistas em transportes aéreos já procuram as informações que permitirão identificar este pedaço de asa, como o número de série.
A peça “estava coberta de conchas, parecendo que estava ali há muito tempo”, diz uma testemunha citada pelo El País.
A equipa australiana que lidera as buscas tem-se concentrado numa área de 60 mil quilómetros quadrados ao largo do oeste da Austrália, onde se acredita que o avião se despenhou. Segundo o chefe do Gabinete da Segurança dos Transportes, Martin Dolan, mesmo se ficar provado que este destroço pertence ao MH370, a áreas das operações não vai mudar, já que é “inteiramente possível que um fragmento tenha sido arrastado da zona das buscas para a ilha” francesa.
De acordo com a Associated Press, os investigadores aéreos envolvidos nas operações de busca têm “bastante confiança” que estes destroços correspondam a uma das asas do Boeing 777. O diário The New York Times também escreve que investigadores norte-americanos chegaram à mesma conclusão a partir de fotografias e vídeos. Para além disso, não se conhece nenhum outro caso de um avião deste modelo desaparecido nesta região.
“Uma parte de mim espera que seja [o MH370] para poder ter alguma conclusão e enterrar adequadamente o meu marido, outra parte de mim diz ‘não’, porque ainda há esperança”, disse à BBC a mulher do auxiliar de voo, Jacquita Gonzales. Só em Janeiro é que o desaparecimento do avião foi considerado um acidente e os que seguiam a bordo dados como mortos.
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Os investigadores envolvidos nas operações de busca têm “bastante confiança” que este fragmento corresponda a uma das asas do Boeing 777. Mas depois de dezenas de falsos alarmes, a Malaysia Airlines diz que quaisquer conclusões são "prematuras".
O ministro dos Transportes da Malásia diz ter “certeza quase absoluta” de que os destroços encontrados junto à ilha francesa da Reunião, no Índico, pertencem ao Boeing 777 da Malaysia Airlines que desapareceu a 8 de Março do ano passado com 239 pessoas a bordo. Já a transportadora descreve como “prematuras” as especulações sobre a origem do pedaço de asa, um componente conhecido como flaperon, de dois metros de comprimento, encontrado por uma equipa de limpeza de praia.
O destino do voo MH370 já se tornou num dos maiores mistérios da aviação moderna. Durante meses, dezenas de embarcações, helicópteros e meios humanos de diferentes países procuraram em vão pelos destroços do avião que desapareceu dos radares uma hora depois de descolar de Kuala Lumpur com destino a Pequim. Foram muitos os falsos alarmes e as precauções da Malaysia Airlines compreendem-se. As buscas nunca foram interrompidas.
“De momento, será prematuro para a companhia aérea especular sobre a origem do flaperon”, a parte da asa usada para gerir a descolagem e que funciona ainda como leme, diz a empresa num comunicado onde esclarece estar a trabalhar “com as autoridades competentes” para confirmar a origem dos destroços.
A Austrália, que coordena desde o início as buscas no oceano Índico, enviou peritos para Reunião, onde investigadores franceses especialistas em transportes aéreos já procuram as informações que permitirão identificar este pedaço de asa, como o número de série.
A peça “estava coberta de conchas, parecendo que estava ali há muito tempo”, diz uma testemunha citada pelo El País.
A equipa australiana que lidera as buscas tem-se concentrado numa área de 60 mil quilómetros quadrados ao largo do oeste da Austrália, onde se acredita que o avião se despenhou. Segundo o chefe do Gabinete da Segurança dos Transportes, Martin Dolan, mesmo se ficar provado que este destroço pertence ao MH370, a áreas das operações não vai mudar, já que é “inteiramente possível que um fragmento tenha sido arrastado da zona das buscas para a ilha” francesa.
De acordo com a Associated Press, os investigadores aéreos envolvidos nas operações de busca têm “bastante confiança” que estes destroços correspondam a uma das asas do Boeing 777. O diário The New York Times também escreve que investigadores norte-americanos chegaram à mesma conclusão a partir de fotografias e vídeos. Para além disso, não se conhece nenhum outro caso de um avião deste modelo desaparecido nesta região.
“Uma parte de mim espera que seja [o MH370] para poder ter alguma conclusão e enterrar adequadamente o meu marido, outra parte de mim diz ‘não’, porque ainda há esperança”, disse à BBC a mulher do auxiliar de voo, Jacquita Gonzales. Só em Janeiro é que o desaparecimento do avião foi considerado um acidente e os que seguiam a bordo dados como mortos.
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