24-04-2014, 23:04
25 abril, 40 anos: o dia inteiro e limpo em sons e imagens
Cronologia das primeiras horas da revolução
Por:
24 abril
21:00 Montadas na Escola Prática de Transmissões de Lisboa escutas às comunicações da GNR, LP, DGS e PSP, bem como aos Ministros do Exército e da Defesa.
22:00 Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas reune-se no Regimento Eng. 1 na Pontinha. Estão cinco oficiais: Otelo Saraiva de Carvalho, Vítor Crespo, Sanches Osório, Garcia dos Santos, Fisher Lopes Pires. Mais tarde, Hugo dos Santos
22:55 «E depois do Adeus», pela voz de Paulo de Carvalho, passa nos Emissores Associados de Lisboa. Era o primeiro sinal para o início das operações militares
25 abril
00:20 A primeira quadra de Grândola, Vila Morena, gravada no meio de vários textos para escapar à censura, passa na Rádio Renascença. Era a senha a confirmar que as operações militares do MFA estavam em marcha e eram irreversíveis
00:30 Começam as operações para ocupar os locais considerados estratégicos no plano, como a RTP, Emissora Nacional, Rádio Clube Português (RCP), Aeroporto de Lisboa, Estado-Maior do Exército, Ministério do Exército, Banco de Portugal e Marconi.
04:00 Ocupação do Aeroporto de Lisboa, com instruções para interditar o espaço aéreo português
04:26 Primeiro comunicado do MFA, no RCP, lido por Joaquim Furtado.
05:00 Silva Pais, diretor da PIDE, telefona a Marcelo Caetano: «Senhor Presidente, a Revolução está na rua! O caso é muito grave.» Depois, em segunda conversa: «Vá para o quartel do Carmo que a GNR está fixe.»
06:00 Forças da EP de Cavalaria de Santarém, comandadas pelo capitão Salgueiro Maia, estacionam no Terreiro do Paço: «Aqui maior de Charlie Oito. Informo que ocupámos Toledo (Terreiro do Paço) e controlamos Bruxelas (Banco de Portugal) e Viena (Rádio Marconi).»
07:45 Fragata Gago Coutinho toma posição no Tejo, frente ao Terreiro do Paço. Nunca chega a disparar.
11:45 O MFA anuncia ao país, através de um comunicado no RCP, que domina a situação de Norte a Sul.
12:30 As tropas de Salgueiro Maia cercam o Largo do Carmo com ordens para obter a rendição de Marcello Caetano. No largo juntam-se centenas de pessoas.
Ouça Salgueiro Maia a explicar a situação a Fialho Gouveia
O ultimato de Salgueiro Maia à GNR
15:30 As forças de Maia chegam a disparar contra a fachada do quartel
Som de tiros
16:30 Marcello Caetano anuncia rendição e pede a presença de um oficial do MFA de patente não inferior a coronel
17:45 O general António de Spínola, mandatado pelo MFA, negoceia a rendição do Governo no Carmo. Hasteada a bandeira branca
18:30 A chaimite Bula entra no quartel e leva Marcello Caetano e os ministros Rui Patrício e Moreira Baptista
Gritos de vitória
20:00 Da sede da Rua António Maria Cardoso, agentes da PIDE disparam sobre manifestantes. Quatro mortos - Fernando Gesteira, José Barneto, Fernando Reis, José Arruda - e 45 feridos.
20:05 Lida, através do RCP, a Proclamação do MFA
26 abril
01:30 Apresentada a Junta de Salvação Nacional
09:45 Rendição da PIDE/DGS
13:00 Começa a libertação dos presos políticos de Caxias e Peniche
Fontes: cronologias da Ass. 25 de Abril e do Centro Doc. 25 de Abril; agência Lusa
"Azul, branca, indomável, imortal, como não pôr no Porto uma esperança se "daqui houve nome Portugal"?"
