27-06-2013, 18:06
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Kanye West | Yeezus [2013]
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Depois do enorme trabalho de colaboração com Jay-Z, o aclamado “Watch The Throne” (que terá análise brevemente neste cantinho) e de uma colaboração também ela boa numa compilação da GOOD Music, chegámos ao tão aguardado Yeezus. O nome é a junção de Yeezy com Jesus! [/capitão óbvio] Bem, dá para entender que ele acha-se o “salvador” da música. E nós cá o estaremos para receber a mensagem do senhor.
Tendo uma campanha quase nula, sendo as únicas promoções projecções em 66 diferentes locais de uma música do seu novo álbum e uma atuação no Saturday Night Live, o próprio Kanye afirmou que "With this album, we ain't drop no single to radio. We ain't got no NBA campaign, nothing like that. Shit, we ain't even got no cover. We just made some real music." E…bem, achamos que, pelo menos, isto não tem merdas sem sentido e más.
Todo o álbum é inovador. Explora o Chicago drill, dancehall, acid house, e a música industrial e deixa um pouco de lado o lado RnB e Soul dos primeiros três álbuns e alinha aqui numa…coisa mais estranha, mais sombria. E não será por causa da vida que tem vindo a levar. Anda a comer a Kardashian (chora Akiedis) e vai ter um filho e deverá ter boas vendas. Por isso, porque raio decidiu optar por isto? Uma questão que não sabemos responder, e deixaremos em aberto.
Temos aqui algumas malhas de hip-hop, como “Blood On The Leaves”, “New Slaves”, e “I Am A God”, mas o melhor (para o Mingos) é sem dúvida o final. “Bounde 2” é uma faixa musical com um grande significado por detrás, com samples maravilhosos, enfim, acabar um álbum, é assim. Genialidade de Kanye, que é sem dúvida o melhor artista mainstream da atualidade, ou pelo menos o foi, já que isto é tudo menos música para rádio.
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Análise individual às faixas:
Começamos Yeezus com um dos inícios de álbum mais estranhos de que tenho memória. E logo em "On Sight" se nota um Kanye diferente. A música alterna bizarramente entre uma batida de clube da dança composta pelos Daft Punk e um sample de um coral de igreja do Sul dos EUA. Diferente, no mínimo. À segunda faixa, em "Black Skinhead", ouvimos uma batida militar que acompanha a o grito de guerra de Kanye durante a música. Chegamos ao primeiro grande momento do álbum em "I Am A God". Numa colaboração bem-sucedida com "God", como é creditado, mas que na realidade é Justin Vernon, líder dos Bon Iver, ouvimos uma das melhores letras feitas por Kanye, juntamente com um instrumental sempre de cariz industrial, como no resto de Yeezus. Logo à quarta faixa, chega mais um momento de música experimental, mostrando que Kanye é muito mais do que um rapper. Contando com uma batida novamente estranha, durante a primeira parte da músic, "New Slaves" termina com um outro samplado da banda de prog-rock húngara Omega, por cima do qual se junta Frank Ocean a dar voz.
Chegávamos a "Hold My Liquor" com a clara ideia de que este não era o mesmo Kanye a que estávamos habituados, embora nesta quinta faixa Kanye volte ao uso do auto-tune, numa nova colaboração com Justin Vernon e Chief Keef, sendo que o mesmo acontece em "I'm In It", mais uma faixa muito bem conseguida que dá inicio à segunda metade do álbum.
Chegamos finalmente àquele que é (para o Sobrado) o momento mais deslumbrante de Yeezus. Voltando à receita que lhe valeu sucesso em Late Registration, Kanye West usa em "Blood On The Leaves" um sample do maravilhoso clássico blues norte-americano, "Strange Fruit", interpretado por Nina Simone, o que faz desta sétima faixa uma das melhores do ano até ao momento. "Guilt Trip" mostra mais uma vez Kanye debruçando-se sobre uma relação falhada, dando continuidade a um dos temas mais recorrentes nos seus álbuns, numa colaboração com Kid Cudi. "Send It Up" revela um lado reggae/dancehall em fusão com industrial à la Nine Inch Nails, o que não deixa de ser uma novidade no tão polivalente Kanye West. "Bound 2" fecha Yeezus com chave de ouro, com mais dois samples geniais, um de um grupo vocal dos 70's, Ponderosa Twins Plus One, e outro da diva da música country, Brenda Lee. Absolutamente lindo.
Em suma, Yeezus é um álbum para ter tudo menos airplay de rádio. Onde estarão agora os fãs de "Heartless" ou "POWER"?
Nota para o Mingos: 9,7
Nota para o Sobrado: 9,2
Nota Média: 9,5
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When the snows fall and the white winds blow, the lone wolf dies but the pack survives.
