"Ir ou estar no Dragão, é o mesmo que ir ou estar na casa e no coração de todos e cada um de nós, pois todos somos o Dragão, símbolo do nosso clube e da nossa cidade."
Reconheço o nome, mas não sei quem são estes tipos, se calhar já ouvi mas não sei dizer "são os Creedence Clearwater Revival"
Agora uma cena que não faz um minimo de sentido:
"Eram bons músicos, sim, mas não conseguimos gostar disto."
"Nota para o Mingos: 7,8
Nota para o Sobrado: 8,0
Nota Média: 7,9"
:glol:
[INDENT][INDENT][INDENT][INDENT][INDENT][INDENT][INDENT][INDENT][INDENT][INDENT][INDENT]Temam o melhor (not) piloto de sempre [/INDENT][/INDENT][/INDENT][/INDENT][/INDENT][/INDENT][/INDENT][/INDENT][/INDENT][/INDENT][/INDENT]
The Black Keys | Chulahoma: The Songs of Junior Kimbrough [2006]
Surpreendentemente, esta é a primeira vez que vos falamos de uma das nossas bandas preferidas, os The Black Keys. E, como nós somos hipsters assumidos (ver #Ruiohipsterassumido), vamos começar por vos falar deles de uma maneira pouco mainstream, ao apresentar-vos não um longa-duração com algumas das suas malhas mais conhecidas, mas sim com um EP algo lo-fi...e que ainda por cima é só de covers. Mas bem, não deixa de ser absolutamente incrível, e um dos melhores EP's de tributo que já ouvi na minha ainda curta e até agora inútil vida.
Parando com o endeusamento à dupla de Akron, Ohio, vamos falar daquilo que realmente interessa: a música que se pode ouvir neste Chulahoma. Como a segunda parte do título indica, todas as canções que compõem os 28 minutos do disco foram escrito por um antigo bluesman chamado Junior Kimbrough, vindo dos confins do Mississipi. Um deus dos blues muito subvalorizado e menosprezado mas que viu ser ressuscitado o seu nome através do duo de Dan Auerbach e Patrick Carney.
Este álbum é claramente menos garage no sentido da violência de algumas malhas do seu antecessor na cronologia dos Black Keys, Rubber Factory, apresentando um som muito mais blues, como não poderia deixar de ser. Este trata-se do último álbum da banda sob o selo da editora Fat Possum, antes da mudança para a Nonesuch, que, para pena do Sobrado (que é um puritano) mas para júbilo do Mingos (que fazia amor com o Brothers), marca a separação entre a fase lo-fi e verdadeiramente garageira dos Las Teclas de Negro para um som mais "audível" e menos cru.
Existem momentos de incrível beleza neste EP, que consegue ser arrebadatoramente intimista (o que não deixa de ser difícil nos dias de hoje, e relembro que o álbum tem pouco mais de 6 anos) como em momentos em que as melhores letras do bom velho blues se juntam a melodias perfeitas como em "Meet Me In The City". Em "Keep Your Hands Off Her" ouvimos aquele que foi o maior hit de Junior Kimbrough durante a sua carreira propriamente dita, em "Have Mercy On Me" a distorção a juntar à bateria incrivelmente bem sincronizada com a guitarra faz-nos ter mais um eargasm e, por fim, dos momentos mais incríveis de sempre, com a última faixa a tratar-se de um telefonema feito à viúva de Junior Kimbrough, com esta, emocionada, a agradecer a homenagem feita pelos Black Keys ao seu marido.
Um disco arrepiante, como há poucos, e que só não merece que lhe seja atribuída a perfeição, porque as músicas interpretadas não são originais. Mas enfim, poucas palavras mais se podem dizer se não: vivam os blues.
Análise individual às faixas: ”Keep Your Hands Of Her” e bem vindos ao do que melhor fizeram os naturais de Ohio. Blues Rock de top. Brilhante a guitarra e voz de Dan. “Have Mercy On Me” e presenciamos aqui uma malha absolutamente explosiva. Excelente interpretação por parte dos Black Keys. Partimos para “Work Me” e mais uma excelente música de Blues Rock. Faltam-nos palavras, por um lado por ser muito bom, e por ser a mesma coisa, todas as músicas. Muito boa, com um solo brutal. Chegamos à nossa predilecta. “Meet In The City”, que tem uma guitarra que acompanha a voz aguda de Dan. Maravilhosa cover. Estamos rendidos. ”Nobody But You” e uma boa música para dedicarem à vossa alma gémea. Pelo menos se nos fizessem isso, teriam “bónus”. Enfim continuando, partimos para a última música do EP. “My Mind Is Ramblin’” é um bom final de um álbum que nunca muda muito de estilo, e nós agradecemos por isso. Good Old Blues Rock, Good Old The Black Keys. Still, a música acaba aqui, mas o EP não. A faixa 7, denominada “Junior’s Wife” é, como o nome indica, a mulher de Junior, o criador destas músicas a elogiar e agradecer o trabalho de Aubernach e Carney. Nós fazemos o mesmo.
Nota para o Mingos: 4,9
Nota para o Sobrado: 4,9 Nota Média: 4,9
"Ir ou estar no Dragão, é o mesmo que ir ou estar na casa e no coração de todos e cada um de nós, pois todos somos o Dragão, símbolo do nosso clube e da nossa cidade."
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Por acaso no forum.travian.pt o meu avatar é mesmo uma batata :lool: Nem pensei nisso quando mudei o avatar para este aqui :lool:
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Estamos de volta, pela última vez este fim-de-semana! E estamos de volta ao underground. A escolha deste domingo de chuva recaiu sobre o solarengo álbum de Mac DeMarco, 2 (por ser o seu segundo, obviamente), lançado em 2012, e que fez com que o seu nome surgisse de repente na ribalta do Indie, tendo sido considerado por inúmeros sites, revistas e jornais especializados como uma das revelações do ano passado, trazendo uma autêntica lufada de ar fresco em comparação com os sons mais em voga nos dias de hoje.
Mas atenção, não que Mac DeMarco tenha em 2 apresentado um som nunca ouvido antes. Ecos de Pavement, especialmente na voz e melodia, levam-nos de volta até ao melhor rock dos 90's criado pela banda de Stephen Malkmus e companhia. "Robson Girl" é provável que seja a música mais Pavement de que tenho memória de ouvir nos últimos anos. Apesar de tudo, é o som da guitarra um dos factores distintivos deste álbum: algo entre uma "Sultans Of Swing" com distorção, um pouco como ouvíamos nos já aqui avaliados Girls.
As influências claras de Beatles e mesmo dos Blues em algumas músicas é notória, com este a ser mais um álbum revivalista do passado, e esse mesmo facto pode ser um dos causadores do sucesso de 2. Para além do óbvio talento do canadiano, o carácter saudosista do disco atraiu certamente mais nostálgicos como nós.
A nível de destaques num álbum todo ele muito coeso e sem pontos fracos: "My Kind Of Woman" com a sua linha de guitarra comovente (mais uma) não é mais que uma sincera canção de amor. "Still Together", música que fecha 2, é talvez a única música que foge à regra em todo o álbum, apresentando uma guitarra acústica, em contraponto com a eléctrica utilizada em todas as outras dez faixas, encerrando-o com uma das melhores baladas que tenho memória de ouvir nos últimos anos, e com a voz de Mac a fazer um falsetto sublime. Para terminar os destaques, obviamente, "Ode To Viceroy", das melhores, se não a melhor, música que o Sobrado ouviu no ano que passou. Para ouvir em loop, este hino de Mac DeMarco não a uma mulher, não à família, não à cidade, não ao clube que apoia...mas à sua marca de cigarros. Genial.
Para terminar, resta dizer que é dos álbuns com mais sentido de humor, ironia e, ao mesmo tempo, genuinamente bonitos que já ouvimos. E não se assustem com a capa do álbum que não favorece propriamente a imagem de Mac DeMarco. Mas acreditem que, por dentro, vão ter uma surpresa. Boas audições.
Análise individual às faixas: Ui. Só temos a dizer isto. Uma guitarra maravilhosa a abrir este álbum. “Cooking Up Something Good” e temos uma faixa meia marada da cabeça. Excelente para iniciar este álbum. “Dreaming” e esta guitarra que vem dos confins do mundo é simplesmente maravilhosa. Impossível não gostar disto. Passamos para “Freaking Out The Neighborhood” e parece tirado de um nível do Sonic. Bastante interessante na mesma. Faz-nos lembrar, e muito, os Dire Straits. Atentem no solo e vejam se não vos recorda também os naturais de Newcastle. “Annie” e temos coisas bastante alucinadas. Bem vindos ao Sgts Pepper’s Lonely He, oh wait. Enfim, continuemos para, segundo o Sobrado, a melhor música de 2012. “Ode To Viceroy”, uma paródia, pelo menos a nivel de nome da Ode à Alegria. Ou não. Todavia, sendo eu o Mingos, concordo que seja uma excelente música. Melhor? A “Breezeblocks” riu-se. “Robson Girl”, a mulher do ex-treinador do Sporting e Porto! E contamos com um solo muito mas muita bom. Ok, chega de secas (ou não). Continuamos para “The Stars Keep Calling My Name” numa música muito à la Texas, passando por lá de carro. Bem Vindos à mente imaginativa do Mingos! Ok, mais uma excelente música! “My Kind Of Woman” e uma belíssima música de amor. Não podia faltar! “Boe Zaah”, nome estranho, música nem muito. Completamente instrumental, enquadra-se bem no álbum. Seguimos para mais um enorme riff. “Sherril”, e continua a grande qualidade presente neste álbum. Podemos já o nomear como o rei dos riffs da nova música. Impressionante. Acabamos o álbum com uma balada. “Still Together” é uma balada bonita, mas o falsetto… podia ser melhor. Still, o final é algo de hilariante. Mac começa a falar com a filha. Excelente álbum, uma grande surpresa para o Mingos, que agradeceu ao Sobrado por lhe ter apresentado este gajo com ar de campónio. O Rei dos Riffs.
Nota para o Mingos: 9,3
Nota para o Sobrado: 9,3 Nota Média: 9,3
When the snows fall and the white winds blow, the lone wolf dies but the pack survives.
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